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Maia, Porto, Portugal
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SANTA MARIA DE SILVA ESCURA

Santa Maria é a Padroeira da freguesia de Silva Escura Maia.
Há três décadas atrás realizava-se a festa em honra de Nossa Senhora da Conceição, no mês de Agosto, onde a procissão, que saía, do Adro da Igreja e percorria a Rua de Frejufe, até ao Largo de Souto e regressava. No entanto, esta procissão era um ano a Frejufe e outro à Cavadinha.
Belos tempos que, pelos vistos, acabaram!
Para a memória aqui ficam dois registos fotográficos, um deles, a imagem de Nossa Senhora Santa Maria, na sua participação na procissão em honra de Nossa Senhora do Bom Despacho.
´
Antonio Soares

O Nicho e a Lenda de Santo António

Era de madrugada. Um homem, lavrador, tocava os bois que puxavam um carro que transportava uma pipa de vinho. O caminho era mau, inclinado, de chão muito irregular e difícil. A certa altura o carro empinou e os mansos animais, apoiados apenas pelas patas traseiras, corriam o risco de morrer esganados. Aflito, sem nada poder fazer, o pobre homem, de imediato, lembra-se de Santo António e pede-lhe ajuda. Este, descendo calmamente a encosta, aproxima-se da iminente tragédia e, de vara na mão, dá sinal aos animais para retomarem a marcha, e o milagre acontece!
Segundo a lenda, o milagre ocorreu em meados do século XVIII. E foi em louvor de Santo António que alguém mandou erigir um nichinho no local do acontecimento, no sopé do Monte do Calvário, um caminho medieval que ligava o Porto a Braga.
Depois de muito correr a notícia sobre o milagre, mais ou menos a rondar o ano de 1770, uma capela em honra de Santo António foi construída pelo povo, no cimo do Monte do Calvário. Com o passar dos anos, este nome é esquecido e o local passou a chamar-se de “Monte de Santo António".




Este espaço é de Silva Escura e do seu povo


Em breves palavras, refiro que este bog é expressamente para divulgar tudo que exista de importante na feguesia de Silva Escura e, também uma janela aberta para a sua população também colaborar.

Aqui, neste espaço, podem ser editadas fotos textos ou iniciativas que sejam relevantes para a história da freguesia.

Não pretendo, nem nunca necessitei, de andar a dar "banho ao cágado" ou dar graxa a quem quer que seja. Pois não vivo da política para viver, pois enquanto há gente que pouco ou nada têm que fazer e que vive, claramente, à custa da política. Até parece qe não sabem mesmo fazer nada e assumirem o papel de "politiqueiros" da Maia.

Contra ventos e marés, vou continuar a dar o meu contributo à minha terra e ajudar, também o povo de Silva Escura.


António Armindo Soares

Festa de Natal dos Pequeninos



























Festa de Natal da Junta de Freguesia no Salão Paroquial

A Junta de Freguesia de Silva Escura realizou, no passado domingo, dia 14, no Salão Paroquial, a sua habitual festa de Natal destinada às crianças.

Um festival do Circo México animou a Festa de Natal da Junta de Freguesia de Silva Escura. Com um programa variado, onde as crianças tiveram o ensejo de apreciar os números de ilusionismo, as pombas acrobáticas, os palhaços, e demais momentos bem humorísticos e que divertiram todos os presentes no Salão Paroquial.
Como já vem sendo prática desta autarquia, foram 120 crianças que se inscreveram e receberam a prendinha que a Junta presenteia nesta quadra natalícia.
O Presidente da Junta disse estar muito «reconhecido e grato à população pela forma intensa como participa na festa, acompanhando os seus filhos. São estes gestos que nos dão força para continuarmos a trabalhar mais e melhor em prol de todos, sem excepção».
Sobre o espectáculo, José Torres Sousa Dias foi peremptório: «É um programa mais adequado a este tipo de realizações e que as crianças mais apreciam». Por isso, conclui, «justificou-se plenamente e estou amplamente feliz pela tarde bem especial.
O Pároco de Silva Escura, Padre José Silva, presenciou o evento. Presença que o Presidente da Junta disse estar «muito grato ao senhor Padre José Silva, não só por disponibilizar o Salão Paroquial, como também vir até cá e assistir à festa».

JUNTA DE FREGUESIA DESEJA BOAS FESTAS


A JUNTA DE FREGUESIA uma vez mais engalanou a área das proximidades do edifício sede da autarquia.
Nesta Quadra de Natal 2008 uniu eforços e, com a colaboração da Câmara Municipal da Maia, colocou o reclame luminoso na rotunda da Via Diagonal.
Quem por lá passa, não ficará indiferente ao encanto que a decoração de uzes proporciona.
Aproveitando a ocasião, enquanto cidadão de Silva Escura formulo votos de um Santo Natal, em Harmonia, Paz, Fraternidade, Solidariedade a toda a população desta pequena mas também Nobre pátria Maiata.
AntónioArmindo Soares

SILVA ESCURA MAIA - UMA TERRA COM HISTÓRIA

























































































“Silua Scura”… o bosque escuro!

Silva Escura surge referenciada em documentos com datas de 906 e de 1077, e em ambos documentos a grafia é “Silua Scura”, sendo que “silua” (silva) significava bosque e “scura” é escura, alusão à densidade da vegetação.

Nas Inquirições de 1258 e nas Inquirições de 1307, protagonizadas por D. Diniz, assim é referenciada.
Um dos lugares mais antigos da freguesia é o de Sá (ou de Saa) repleto de antigas casas de campo, sendo a mais rica a Casa de Taim, no lugar do mesmo nome.

A igreja paroquial, monumento do espólio da Maia, foi construída em 1721 e possui fachada de estilo joanino, sendo a beleza e a riqueza interiores apreciáveis, especialmente a capela-mor com seu tecto em caixotões dourados e pintados à mão, bem como os painéis azulejares, azuis, datados do século XVIII narrando a vida de Nossa Senhora da Assunção.

Na sua parede lateral esquerda, e dando face a um belo e florido jardim, depara-se-nos uma requintada e portentosa porta em ferro forjado, Séc. XIX (da portuense Fundição da Arrábida).
Debruada em cantaria, sobrepõe-se-lhe frontão interrompido ao estilo da época. Rematando-o, a imagem pétrea de Santa Maria em pequeno nicho abrigada.
Segundo alguns autores, será Na. Senhora do Ó, do que nos permitimos discordar, já que esta traz o Menino no ventre repousando a mão sobre o mesmo.
Entrando na Igreja somos imediatamente atraídos pela riqueza e beleza da capela-mor, que se diz ter sido oferecida, por um fidalgo da Quinta de Passais. O seu tecto em caixotões dourados e pintados á mão, é esplendoroso.
Nas suas paredes laterais encontram-se painéis azulejares, azuis, datados do séc. XVIII, narrando a vida de Na. Senhora da Assunção.
O altar-mor, em predominante estilo Rococó, ofusca com a sua belíssima talha dourada.
Ladeiam-no, a imagem de Nossa Senhora da Conceição e a imagem de S. João de Deus, com o pão na mão, ambas dos finais do Séc. XVII.

O tecto da nave central é ilustrado com cenas bíblicas e nos dois altares que antecedem a capela-mor, encontram-se do lado direito, Nossa Senhora de Fátima e do lado esquerdo, Nossa. Senhora da Conceição.

Logo à entrada da Igreja, num pequeno púlpito está um pequeno órgão tubular.
No alto do Monte de Santo António (repleto de enormes eucaliptos), tem lugar um costume que os etnógrafos julgam provir de vestígios de um culto a Diana - deusa romana protectora dos animais. É que os lavradores trazem ao cimo do monte o seu gado, obrigando-o a contornar a capela algumas vezes no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.

No Monte, não deveremos deixar por fazer uma visita à Capela de Santo António, pequena capela rodeada de flores, à qual se acede por granítica escadaria. A fachada, toda ela a azulejo revestida. Repousando sobre o seu rectangular portal, um óculo polilobado. Dois fogaréus, adornam a mistilínea empena onde dois fogaréus repousam adornando os flancos. Rematando o conjunto, pequena cruz está colocada de forma a encobrir um pequeno campanário que, construído um pouco mais recuado, não deixa de lhe emprestar um aspecto inusual.

Uma das histórias que se contam, diz-nos, que certo arrogante e prepotente lavrador desafiou o Santo a provar-se milagreiro pois, de outra forma não o consideraria nem Santo nem milagreiro. Naquele mesmo segundo terá ficado o incrédulo colado ao chão, tendo sido preciso uma junta de bois para dali o tirar.

No Domingo que se segue a 13 de Junho celebram-se as Festas a Santo António que integram a magnificente procissão.
E ainda, as populares corridas de cavalos. Aliás, aqui na freguesia, podem encontrar os adeptos, um Pista de Corrida de Cavalos, no Hipódromo Municipal.
Para quem não se lembra realizava-se em Agosto a Festa de N. Sra. da Conceição.
Terra farta e generosa!

Silva Escura quer dizer “bosque escuro”, pois era assim que, há muitos séculos, se qualificavam as zonas de floresta espessa, quase impenetrável de arbustos bravios, eriçados de espinhos e de matos enovelado em cujo interior o sombrio, mesmo no pino do Verão, permanecia.
Desses bosques densos e agrestes restam, agora, bouças onde predominam pinheiros e eucalipto, árvores que, desde os primórdios do século XIX tomaram o lugar de outras, como carvalhos e castanheiros, embora estes ainda subsistam em razoável número. Bouças que bordejam campos de milho (a maioria de silagem), hortas e pomares de bordadura com vinha alta - pois estamos em região de vinhos verdes - , campos de batatas, algum cebolo e nabal que este torrão da Maia é terra de muita boa água.
Freguesia de casas de lavoura, umas mais ricas, outras mais remediadas, que permanecem nas suas aptidões, pois que a base económica desta terra maiata foi e é a agricultura e a pecuária.

SILVA ESCURA MAIA - ANO 2006


Mais uma bela imagem de uma das das belas freguesias Maiatas. De novo, como cenário defundo, o Monte Santo António e a sua capelinha.


Estávamos, recordo, no ano de 2006.


António Armindo Soares